quinta-feira, 13 de junho de 2013


MATERIAL DE ESTUDOS

ARTES-TOTALIDADE-9 

    A arte no antigo Egito: Surgiu aproximadamente em 3000 a.C. e tinha uma forte representação religiosa, em função da crença que o povo tinha na vida após a morte. A parede das pirâmides tem pinturas que representam a vida cotidiana dos nobres. A maior parte das pinturas do antigo Egito era feitas, com finalidades políticas e religiosas. Os desenhos eram acompanhados de hieróglifos. 

A partir de 1560 a.C., a arte egípcia passa a refletir movimento e a delicadeza das formas, mas ficou conhecida pela ausência de preocupação com a profundidade. (O tronco era pintado de frente enquanto a cabeça era pintada de perfil).  As leis do Egito antigo eram rigorosas e não podiam se mudadas: Nas pinturas, o homem tinha que ser maior que a mulher e ainda ter a pele mais escura. Um patrão também tinha que ser maior que seus empregados, e os trabalhos não podiam ser assinados. Essas regras prevaleceram por cerca de 3000 anos.
 

     A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egito localizada no vale do rio Nilo no Norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na religião durante um longo  período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes épocas. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem (gravam) somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade. O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir eliminando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no século XIX, em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, colecionadores e mesmo o olhar amador. A partir do momento em que se decifram os hieróglifos é possível dar passos seguros a caminho da compreensão da cultura, história, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios.


A ARTE BARROCA NA EUROPA

A arte barroca desenvolveu-se no período de grandes mudanças na Europa da Idade Moderna. Para melhor entender os acontecimentos daquele século, precisamos buscar suas origens em fatos dos quais um dos mais importantes foi a Reforma Protestante, que se iniciou na Alemanha e expandiu-se por muitos outros países.

Nesse período a pintura, a arquitetura e a escultura já manifestam um novo estilo, como podemos observar na obra de Michelangelo, O Juízo Final.

ORIGENS E CARACTERÍSTICAS GERAIS DO BARROCO

A arte barroca originou-se na Itália, logo se espalhou por outros países da Europa e chegou à America.

Porém, apresentou características bastante diferentes nos vários países. O Barroco italiano por exemplo,

difere muito do Barroco holandês da mesma época. Ainda assim, há aspectos comuns às obras desse período: o predomínio da emoção, e não da razão, que prevaleceu no Renascimento; o acentuado contraste entre tons claros e escuros, que intensifica a expressão dos sentimentos. Os temas são variados: religiosos, mitológicos e na forma de retratos.
A pintura barroca desenvolveu-se também no teto de igrejas e palácios. Embora com finalidade predominantemente decorativa, apresenta algumas obras em que a perspectiva é trabalhada de forma audaciosa. Esta técnica é observada na obra, A glória de Santo Inácio, afresco do teto da Igreja de Santo Inácio em Roma e Andrea Pozzo.
 

AESCULTURA
Nos gestos e no rosto das figuras representadas, a escultura barroca exprime emoções: alegria, dor, sofrimento. Por vezes, um grupo de esculturas compõe uma cena dramática. As formas sugerem movimento e apresentam efeitos decorativos. Predominam linhas curvas, drapejados das vestes e tons dourados. Entre os artistas do Barroco italiano Bernini foi, sem dúvida, o mais importante e completo: foi arquiteto, urbanista, escultor, decorador e pintor.

A ARQUITETURA
Como a Igreja Católica queria proclamar a importância da fé, criou obras que impressionam pelo esplendor. A arquitetura expressou, ainda, o desejo dos governantes de demonstrar poder por meio de seus palácios. Assim, os arquitetos do Barroco deixam de lado a simplicidade e a racionalidade do Renascimento e investem na grandiosidade das igrejas e dos palácios e nos efeitos decorativos. Nessa época firmou-se também a idéia de que o espaço em torno da obra arquitetônica era importante para a beleza da construção com os projetos de praças das igrejas como a da basílica de São Pedro, no Vaticano.

O BARROCO NA ESPANHA
O Barroco expandiu-se da Itália para toda a Europa e ganhou, em cada país, características próprias. Um traço original do Barroco espanhol encontra-se na arquitetura, principalmente nas portadas dos edifícios civis e religiosos, decoradas em relevo. A pintura espanhola foi muito influenciada pelo Barroco italiano, principalmente no uso expressivo de luz e sombra, mas conservou preocupações próprias: o realismo e o domínio da técnica.
 

Artista barroco italiano-Michelangelo

Caravaggio 

Michelangelo Merisi nasceu na pequena aldeia lombarda de Caravaggio, cujo nome depois adotou. Aos

 12 anos, seu pai, mestre de obras, o inscreveu no ateliê de Simone Peterzano, um modesto pintor que se intitulava "discípulo de Ticiano".

Por volta dos 15 anos, Caravaggio foge para Roma, onde passa de um ateliê a outro e troca inúmeras vezes de protetor. Suas primeiras obras conhecidas mostram independência em relação à representação católica tradicional e causaram escândalo, gerando conflito com os cânones artísticos da época e dividindo o público entre admiradores e inimigos.

Considerado tanto fascinante quanto turbulento, o artista estava sempre envolvido em duelos e discussões.

"Não sou um pintor valentão, como me chamam, mas sim um pintor valente, isto é, que sabe pintar bem e imitar bem as coisas naturais", disse Caravaggio perante o tribunal que julgava sua primeira acusação de perturbar a ordem pública.

Após um período inicial de miséria, quando chegou a vender pinturas nas ruas, ele passa a trabalhar para o cardeal Del Monte, patrono da escola de pintores de Roma, a "Academia de São Lucas". Com um aposento no "palazzo" do cardeal e uma pensão regular, Caravaggio realiza uma série de importantes quadros de temática religiosa.

Uma das características mais importantes de suas pinturas é retratar o aspecto mundano dos eventos bíblicos usando o povo comum das ruas de Roma: vendedores, músicos ambulantes, ciganos, prostitutas. Outra característica marcante são os efeitos de iluminação criados pelo jogo de luzes e sombras, que causam um impacto realista em seus quadros.

Ele geralmente usava um fundo escuro e agrupava a cena em primeiro plano com focos de luz sobre os detalhes, ressaltando principalmente os rostos. Estes efeitos receberam o nome de tenebrismo.

Caravaggio freqüentou tanto ambientes cultos e refinados como as tavernas romanas. Usava roupas extravagantes e chapéus de feltro com abas largas. Exibia uma espada na cintura e carregava um cachorro no colo.

Com a vida boêmia e afundada em dívidas, começa a decadência. Recusa a oferta do príncipe Doria

 Pamphili para decorar uma parte de seu palácio (hoje sede da embaixada brasileira na Itália) e insiste em pintar "quadros verdadeiros", certo de encontrar compradores.

Sua situação piora em 1606, quando ele mata o nobre Tommasoni, durante um jogo de pallacorda, antepassado do tênis. Ferido, foge para Nápoles e enquanto seu perdão era pleiteado em Roma, se dirige à ilha de Malta, onde recebe a Cruz de Malta.
Pouco depois tem problemas com um nobre maltês e é preso. Ajudado por amigos, foge para a Sicília.

 Muda de cidade seguidamente: de Siracusa a Messina, daí a Palermo, depois retorna a Nápoles, no outono de 1609.
Os sicários (criminosos) do cavaleiro ultrajado (ofendidos) descobrem, porém, seu esconderijo e, perto de uma taverna, ferem-no a espada. Recolhido e medicado, convalescia quando a notícia de que o papa estava prestes a conceder-lhe perdão e permitir-lhe o regresso a Roma animou-o a deixar Nápoles por via marítima.
Todavia, não totalmente recuperado, vertendo sangue e minado pela malária, Caravaggio morre numa praia deserta próxima de Roma,
aos 39 anos.
 

Barroco é o nome dado ao estilo artístico que floresceu entre o final do século XVI

  Inicialmente na Itália, difundindo-se em seguida pelos países católicos da Europa e da América, antes de atingir, em uma forma modificada, as áreas protestantes e alguns pontos do Oriente.

Considerado como o estilo correspondente ao absolutismo e à Contra-Reforma, distingue-se pelo esplendor exuberante. De certo modo o Barroco foi uma continuação natural do Renascimento, porque ambos os movimentos compartilharam de um profundo interesse pela arte da  Antiguidade clássica, embora a interpretando diferentemente, o que teria resultado em diferenças na expressão artística de cada período. Enquanto no Renascimento as qualidades de moderação, economia formal, austeridade, equilíbrio e harmonia eram as mais buscadas, o tratamento barroco de temas idênticos mostrava maior dinamismo, contrastes mais fortes, maior dramaticidade, exuberância e realismo e uma tendência ao decorativo, além de manifestar uma tensão entre o gosto pela materialidade opulenta e as demandas de uma vida espiritual.

Mas nem sempre essas características são bem evidentes ou se apresentam todas ao mesmo tempo. Houve uma grande variedade de abordagens estilísticas, que foram englobadas sob a denominação genérica de "arte barroca", com certas escolas mais próximas do classicismo renascentista e outras mais afastadas dele, o que tem gerado muita polêmica e pouco consenso na conceituação e caracterização do estilo.

Para diversos pesquisadores o Barroco constitui não apenas um estilo artístico, mas todo um período histórico, todo um novo modo de entender o mundo, o homem e Deus. As mudanças introduzidas pelo espírito barroco  se originaram, pois, de um grande respeito pela autoridade da tradição clássica, e de um desejo de superá-la com a criação de obras originais, dentro de um contexto social e cultural que já se havia modificado  profundamente em relação ao período anterior.
 

Exemplo: A pintura barroca é uma pintura realista, concentrada nos retratos no interior das casas, nas paisagens, nas naturezas mortas e nas cenas populares.

ARTE ROMANA 

A influência da arte romana veio da cultura etrusca, arte popular que retratava o cotidiano e da cultura expressando. O Ideal de beleza, em diferentes regiões da Itália. Sua civilização surgiu em 753 a. C., por meio de lendas e mitos. 

A arquitetura
Uma das características da arquitetura veio da arte etrusca (natural de Toscana Itália), por meio do 
uso da abóbada  nas construções. Essas estruturas diminuíram a utilização das colunas gregas e aumentaram os espaços internos no final do século I d.C., Roma havia superado as influências desenvolvendo criações próprias.
Os 
templos tinham uma arquitetura diferente: no pórtico de entrada, havia uma escadaria,

as laterais se diferenciavam da entrada e não tinham a mesma simetria (forma e posição relativas de partes situadas em lados opostos).
Para fugir da inspiração (idéia ou pensamento que surgem de repente) grega os romanos criaram templos, valorizando os espaços interiores, como exemplo:

O Panteão, (Templo em que os gregos e os romanos consagravam todos os deuses), em Roma, construída durante o reinado do Imperador Adriano.  Ele é o primeiro templo pagão (burro) ocupado por uma igreja cristã, devido a sua estrutura arquitetônica.

O Renascimento na Itália

               O Renascimento foi um movimento que marcou o início de um processo de renovação cultural, que se desenvolveu durante os séculos XV e XVI. Esse movimento que buscou inspiração nos modelos da cultura greco-romana (Antiguidade Clássica), teve início na Itália e depois se irradiou pela Europa.

A partir do ano 1400, o interesse pela cultura clássica deu um novo impulso às artes, às ciências e à filosofia na Europa e foi incentivado pela descoberta dos novos continentes e pela invenção da imprensa e da bússola. Durante a Alta Idade Média (século V a XI), a Europa esteve desarticulada.  Não havia comunicação entre os feudos e os vilarejos, que nasciam aqui e acolá. Também não existia um poder central em torno deles. A submissão ao rei e ao papa era plena. As descobertas mais importantes eram feitas por cientistas ou pensadores que trabalhavam isoladamente. Muitas vezes, eles chegavam a desenvolver, sem saber, a mesma idéia, pois não tinham como trocar informações. O intercâmbio ficava apenas por conta dos mercadores, os comerciantes que viajavam de uma cidade para outra a fim de negociar suas mercadorias.
No fim da Idade Média, por volta de 1400, surgiram na Itália várias cidades-Estado governadas por poderosas famílias de comerciantes, como o Gonzaga e os Médici. Mais tarde, muitas dessas cidades se converteram nos Estados italianos da época moderna (1453-1789).

A passagem entre a Idade Média e o Renascimento baseou-se principalmente na valorização do homem e da vida na Terra, em oposição à espiritualidade característica da época medieval. 

Teatro
Foram criados os 
anfiteatros, (construção oval ou circular com arquibancadas tendo no centro uma arena para espetáculos) com o uso das abóbadas (arqueadas), o espaço era amplo e suportava muitas pessoas.

O evento que eles mais gostavam eram as lutas dos gladiadores e não era necessário um palco para apreciar o espetáculo. Em um espaço central em forma de circulo com grande número de fileiras. Um grande exemplo é o Coliseu, em Roma, uma das sete maravilhas do mundo moderno. Pintura
Os pintores romanos usaram, ao mesmo tempo em que o 
realismo (caráter de que produz o real) a imaginação, dando origem à obras que ocupavam grandes espaços, enriquecendo mais a arquitetura. 

Escultura
Na escultura, os romanos eram muito diferentes dos gregos em alguns aspectos. Apesar de apreciarem a arte, eles não representavam o ideal de beleza, mas a 
cópia fiel das pessoas, buscando retratar traços particulares. Um exemplo disso é a estátua do imperador romano, Augusto numa cópia do Doríforo (uma da mais conhecida escultura da antiguidade) dos gregos, o artista detalhou as feições reais do Imperador, a couraça e as capas romanas. Essa preocupação também foi encontrada em relevos esculpidos, pois eles buscavam representar acontecimentos e pessoas que participaram dele. Ex.  

Coluna de Trajano: construída no século I da era cristã, apresenta a luta do imperador romano com os exércitos romanos na Dácia.

Coluna de Marco Aurélio: construída um século depois, retrata a vitória dos romanos sob um povo da Alemanha do Norte.

A influência da arte romana veio da cultura etrusca, arte popular que retratava o cotidiano e da cultura

 Greco, expressando o ideal de beleza, em diferentes regiões da Itália. Sua civilização surgiu por meio de lendas e mitos.

Sem dúvida, os romanos contribuíram muito com a arte, tendo um espírito prático e apto para construir teatros, templos, casas, aquedutos, etc. No início do século III, eles começaram a enfrentar lutas internas, por causa da entrada dos povos bárbaros (povo que habitava a região da Europa situada além das fronteiras do Império). A preocupação com a arte diminuiu e no século V, o Império Romano entra em decadência e é dominado pelos invasores germânicos. (os bárbaros).

A Arte paleocristã ou Arte cristã primitiva
É a arte, arquitetura, pintura e escultura produzida por cristãos  desde o início do século II até o final do século V.

Não há arte cristã sobrevivente do século I. Após aproximadamente o final do século V a arte cristã mostra o início

 do estilo artístico bizantino (enredoso, sutil).

Antes do início do século II os cristãos, sendo um grupo minoritário perseguido, pode ter sido coagido por sua posição a não produzir obras de arte duradouras. Uma vez que nesse período o cristianismo era uma religião exclusiva das classes mais baixas, a falta de arte sobrevivente pode refletir uma falta de recursos para patrociná-la.

Os primeiros indícios claros na afirmação de um estilo próprio cristão surgem em inícios do século II, sendo seu expoente as pinturas murais nas catacumbas romanas, lugar de culto e refúgio cristãos. Normalmente os primeiros cristãos representavam o corpo humano de maneira proporcional  bidimensiona (altura e largura), por vezes adaptando elementos da arte pagã, e obviamente harmonizando-os com os ensinamentos cristãos, bem como também desenvolveram sua própria iconografia (imagem)por exemplo, símbolos como o peixe.

Durante a perseguição aos cristãos sob o Império Romano, a arte cristã era deliberadamente furtiva e ambígua e, por vezes, era colocado em locais junto com a com a arte pagã comum, mas possuía um significado especial para os cristãos. É provável que tenham existido vários centros artísticos com estilos artísticos próprios, como Alexandria e Antioquia, mas é em Roma que se revelam as primeiras pinturas murais em catacumbas, locais que serviam de cemitério subterrâneo aos aderentes do cristianismo, de fato, a arte cristã sobrevivente mais antiga provém do início do século II nas paredes dos túmulos nas catacumbas de Roma. Inicialmente, Jesus foi representado indiretamente pelo pictograma simbólico do Ictus (peixe), pavão, Cordeiro de Deus ou uma âncora.

 Mais tarde foram utilizados símbolos personificados, incluindo a representação do profeta Jonas, cujos três dias no ventre da baleia foram pré-figurados como o intervalo entre a morte de Cristo e sua ressurreição, e Daniel na cova dos leões ou Orfeu encantando animais. A imagem do "Bom Pastor", um jovem recolhendo ovelhas, era a mais comum dessas imagens, embora ela não fosse, provavelmente, entendida como um retrato de Jesus histórico..

Estas imagens compartilham características com as figuras chamadas korus na arte greco-romana. A "quase total ausência de imagens da cruz plana e sem adornos nos monumentos cristãos do período das perseguições", com exceção na forma disfarçada da âncora3 é notável. A cruz, que simboliza a crucificação de Jesus, não foi representada artisticamente por muitos séculos, possivelmente por que a crucificação era uma punição reservada aos criminosos comuns. É possível também que ele fosse evitado por ser um símbolo especificamente cristão, indisfarçável, pois, como atestam diversas fontes literárias, o sinal da cruz já era utilizado desde os primeiros anos.
   
ArteGótica
    O estilo Gótico surgiu na França, durante a Idade Média, com a construção da catedral de Saint-Denis, e se espalhou rapidamente pela Europa, é identificado como a Arte das Catedrais, e fortaleceu o movimento cruzadista e o papel da Igreja na sociedade. 


O termo Gótico vem da palavra “godos” e foi utilizada pelos italianos renascentistas, que consideravam a Idade Média como a idade das trevas, época de bárbaros, no entanto, atualmente, o termo já não expresso mais o sentido depreciativo que lhe fora impresso no passado. A principal expressão da arte gótica foi à arquitetura, representada pelas construções

de imponentes igrejas, que levava em torno de 300 anos para ficarem prontas. Então as cidades começavam a nascer ao redor das catedrais, por conta do elevado número de trabalhadores envolvidos na obra. A escultura gótica desenvolveu-se paralelamente à arquitetura das Igrejas, procurando expressar o ideal de beleza da divindade.
 

Características da arte grega, escultura, pintura, arquitetura na Grécia Antiga, história da arte grega Vaso grego com pinturas

Dos povos da Antiguidade, os que apresentaram produção cultural mais livre foram os gregos.

 É verdade que, ao estabelecer relações com o Egito e o Oriente Próximo, os gregos sentiram grande admiração pela produção artística desses povos. Mas, se inicialmente eles imitaram os egípcios, com o tempo criaram uma arquitetura, escultura e pintura próprias, movidos por concepções muito diferentes das egípcias, tão ligadas à religiosidade.

Convictos de que o ser humano ocupava especial lugar no Universo, os gregos não se submeteram a imposições de reis ou sacerdotes. Para eles, o conhecimento, expressado pela razão, estava acima da crença em qualquer divindade.

1-De acordo com o texto responda. Na antiguidade os povos que criaram suas artes próprias ligadas com a religião foram os:

a) gregos       b) os egípcios   c) os romanos    d) os europeus

2-Segundo o texto os gregos acreditava mais...

a) na razão      b) na religião       c) em Deus      d) na intuição

 

 

MATERIAL DE ESTUDOS

ARTES TOTALIDADE-6

A Fotografia no Brasil 
Desde sua invenção, a fotografia conquistou espaço no cotidiano das pessoas, retratando costumes, artes e cultura, além de se tornar uma fonte de renda para muitos trabalhadores. Os profissionais dessa área devem estar atentos ao mercado e a evolução tecnologia, que está em desenvolvimento sempre. A exploração comercial desta atividade é continuamente crescente, oferecendo oportunidades de emprego a milhares de pessoas. A fotografia pode ser direcionada para várias áreas trabalhistas: jornalística (documentando fatos ou áreas comerciais), publicitária (produzindo conteúdo para a as principais empresas brasileiras), pericial, área de edição e manipulação de imagens com ajuda de softwares de computadores, além de fotografar pessoas para books ou desfiles de moda.

Mas, para isso, é necessário estudar. Hoje, diversos cursos já estão espalhados pelo Brasil para formar e qualificar os interessados em seguir essa profissão.

Em 1981, Sebastião Salgado é o único fotógrafo a registrar a tentativa de assassinato do presidente norte-americano Ronald Reagan, o que lhe dá grande destaque internacional. A partir de então, Salgado, radicado na França, é reconhecido mundialmente como um dos mestres da fotografia documental contemporânea.  

Futurismo
O que é futurismo, características do futurismo, artistas futuristas, obras, futurismo no Brasil, vanguarda (atitude artística de renúncia as tradições recebidas através da livre experimentação de novas formas de expressão).


Filipino Marinetti: o iniciador do movimento futurista

O futurismo foi um movimento literário e artístico iniciado em 1909. Foi Filipino Marinetti, poeta italiano, quem começou este movimento com a publicação do Manifesto Futurista. Ele fez parte da primeira vanguarda futurista.

Características do Futurismo:

- Desvalorização da tradição e do moralismo;

- Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;

- Propaganda como principal forma de comunicação;

- Uso de onomatopéias (palavras com sonoridade que imitam ruídos, vozes, sons de objetos) nas poesias;

- Poesias com uso de frases fragmentadas para passar a idéia de velocidade;

- Pinturas com uso de cores vivas e contrastes. Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para passar a idéia de movimento e dinamismo;

O futurismo é um movimento artístico e literário surgido oficialmente em 20 de fevereiro de 1909, com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filipino Marinetti, no jornal francês Le Fígaro. A obra rejeitava o moralismo e o passado. Apresentava um novo tipo de beleza, baseado na velocidade e na elevação da violência.

O slogan do primeiro manifesto futurista de 1909 era “Liberdade para as palavras”, e considerava o design tipográfico da época, especialmente em jornais e propaganda. A diferença entre arte e design passa a ser abandonada e a propaganda é escolhida como forma de comunicação.

O novo é uma característica tão forte do movimento, que este chegou a defender a destruição de museus e de cidades antigas. Considerava a guerra como forma de higienizar o mundo.

O futurismo desenvolveu-se em todas as artes, influenciando vários artistas que posteriormente instituíram outros movimentos modernistas. Repercutiu principalmente na França e na Itália, onde vários artistas, entre eles Marinetti, se identificaram com o fascismo.

O futurismo enfraqueceu após a Primeira Guerra Mundial, mas seu espírito rumoroso e inquieto refletiu no dadaísmo, no concretismo, na tipografia moderna e no design gráfica pós-moderno.

A pintura futurista recebeu influência do cubismo e do abstracionismo, mas utilizava-se de cores vivas e contrastes e a sobreposição das imagens com a pretensão de dar a ideia de dinamismo.
Na literatura, as principais manifestações ocorreram na poesia italiana, que se dedicava às causas políticas. A linguagem é espontânea e as frases são fragmentadas para exprimir a ideia de velocidade.
                                                                                                                                                  Por Patrícia Lopes 

CUBISMO

    O Cubismo é um movimento artístico que ocorreu entre 1907 e 1914, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Baque.
O Cubismo trata as formas da natureza por meio de traços retos, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano e com utilização mínima de curvas nos desenhos.

     A representação dos objetos não tem nenhum compromisso com a aparência real das coisas.

    Os cubistas fizeram também lindas colagens. Achavam que uma figura não devia ser vista apenas de um único ponto e que a perspectiva não capta a completa realidade de um objeto que pode ser visto de diversos lados e vai se modificando a medida que o observador muda de lugar.”

     O movimento cubista evoluiu constantemente em três fases:
Cubismo pré-analítico foi uma espécie de preparação para o cubismo, onde surgiram as primeiras características do movimento;
Cubismo analítico - que se caracteriza pela desestruturação da obra e pela decomposição de suas partes constitutivas;
 Cubismo sintético - é uma reação ao cubismo analítico para tornar as figuras novamente reconhecíveis, através da colagem de pequenos pedaços de jornal e letras.
Após ler o texto assinale a alternativa que considerar correta: 

1-O Cubismo apresenta em suas artes:

a) a forma como são as coisas       b) o contrario de como são os objetos  
c) com grande semelhanças           d) trabalho muito reto e preciso 

2-Os cubistas afirmam que:

a) a figura deve ser vista de vários ângulos     b) a figura de ser vista por inteira

c) a figura deve ser vista de frente                   d) a figura deve ser vista de lado 

3-O Cubismo é um movimento:

a) político          b) religioso         c) artístico        d) individualista

Artistas Expressionistas – Movimento Cultural e Obras do Expressionismo

   O Expressionismo foi um movimento que surgiu na Alemanha no início do século XX e foi considerado de vanguarda por propor idéias bastante inovadoras para a época. Os artistas do movimento procuravam exteriorizar através da arte uma reflexão individual, uma visão pessoal do mundo ao seu redor.

   O Expressionismo abrangeu várias áreas artísticas como a arquitetura, a música e a dança, apesar de sua primeira manifestação terem acontecido no campo da pintura. O estilo surgiu como reação ao Impressionismo, movimento que visava o naturalismo utilizando a luz e o movimento para dar realidade à obra.

.  Apesar de ser considerado um movimento heterogêneo, onde os artistas possuíam tendências variadas, o Expressionismo possuía duas características muito fortes, a subjetividade e a intuição. A arte mais pessoal tinha como base a expressão do artista, o que ia totalmente contra a idéia de impressão da realidade.

   Devido à intensa subjetividade, muitas vezes o expressionismo é entendido como uma deformação da realidade, uma forma de expressar sentimentos mesmo que esses não sejam objetivos. Mesmo tendo iniciado na Alemanha, o Expressionismo pode ser observado em vários países do mundo todo e em espaços geográficos muito distintos.

   .Muitas vezes o Expressionismo remete à melancolia, uma vez que  poderá  envolver assuntos como a solidão com cores violentas. Um dos motivos desse retrato de miséria é o período histórico vivido pela Alemanha, país que passava pela Primeira Guerra Mundial.

...Num momento como esse os intelectuais buscavam novas perspectivas, uma liberdade que muitas vezes não tinham na realidade e somente o irracional concediam. Muitas vezes esse arrebatamento trazia à tona temas proibidos na época como a obscenidades e coisas fantásticas.   Buscando despertar as emoções do observador, a arte expressionista muitas vezes se mostrava pessimista. Por se tratar de uma concepção individual e psicológica do mundo, é possível observar obras de um mesmo movimento com tendências bastante diversificadas.

Estão entre os principais artistas do Expressionismo no mundo: Paul Gauguin, Cézanne, Van Gogh, e outros.

Escultura Expressionista 

CONCEITO DADISMO-
Movimento artístico surgido na Europa, mais especificamente na cidade Suíça de Zurique, em 1916, contrário a burguesia e ao naturalismo, que valorizava a arte abstrata.

História
O movimento do dadaísmo formou-se em 1916, em Zurique, por jovens franceses e alemães que não quiseram permanecer em seus países para não serem convocados para a guerra. O movimento então se inicia como uma negação ao envolvimento com a guerra.

Serviu como base para vários movimentos artísticos do século XX como o surrealismo, arte conceitual, pop art e expressionismo abstrato.

Um dos maiores artistas do movimento foi Marcel Duchamp. Em uma de suas obras ele coloca bigode na obra de Gioconda, querendo escandalizar os espectadores.

Dadaísmo

O Dadaísmo surge em meio à guerra, em 1916, do encontro de um grupo de refugiados (escritores e artistas plásticos) com o intuito de fazer algo significativo que chocasse a burguesia da época.

Este movimento é o reflexo da perspectiva diante das conseqüências emocionais trazidas pela Primeira Guerra Mundial: o sentimento de revolta, de agressividade, de indignação, de instabilidade.

O Dadaísmo é considerado a radicalização das três vanguardas européias anteriores: o Futurismo, o Expressionismo e o Cubismo. Os artistas desse período eram contra o capitalismo burguês e a guerra promovida com motivação capitalista. A intenção desta vanguarda é destruir os valores burgueses e a arte tradicional.

A literatura tem como características: a agressividade verbalizada, a desordem das palavras, a incoerência, a banalização da rima, da lógica, do raciocínio. Faz uso da falta de sentido da linguagem, as palavras são dispostas conforme surgem no pensamento, a fim de ridicularizar o tradicionalismo.

A linguagem dadaísta pretende anular qualquer barreira quanto a significações, pois o importante nas palavras não é seu significado, e sim sua sonoridade. O som é intensificado com o grito, o urro contra o burguês e seu apego ao capital.

No Brasil o Dadaísmo tem referência através do escritor Mário de Andrade em seu livro Paulicéia desvairada, no qual há um poema chamado “Ode ao burguês”. Já no prefácio do livro, o autor recomenda que só deva ler o referido poema os leitores que soubessem urrar. 

REALISMO
Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias, na pintura francesa, uma nova tendência estética chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. O Início europeu, que tinha aprendido a utilizar o conhecimento científico e a técnica para interpretar e dominar a natureza convenceu-se de que precisava ser realista, inclusive em suas criações artísticas, deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da realidade. 

ARQUITETURA

Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas, criadas pela industrialização. As cidades não exigem mais ricos palácios e templos. Elas precisam de fábricas, estações, ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia.

ESCULTURA

Auguste Rodin - não se preocupou com a idealização da realidade. Ao contrário, procurou recriar os seres tais como eles são. Além disso, os escultores preferiam os temas contemporâneos, assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano.
Obras destacadas: Balzac, Os Burgueses de Calais, O Beijo e

 O Pensador.

PINTURA

Características da pintura:
• Representação da realidade com a mesma objetividade com
que um cientista estuda um fenômeno da natureza, ou seja, o pintor buscava representar o mundo de maneira documental;
• Ao artista não cabe "melhorar" artisticamente a natureza, pois a
beleza está na realidade tal qual ela é; e.
• Revelação dos aspectos mais característicos e expressivos da realidade.


A palavra realismo designa uma maneira de agir, de interpretar a realidade. Esse comportamento caracteriza-se pela objetividade, por uma atitude racional das coisas pode ocorrer em qualquer tempo da história.